Sou só eu. Eu decido, eu tomo a iniciativa. Eu quero, posso e faço. Consigo fazer.
Talvez não. Caio uma e outra vez, até quase perder a determinação.
Depois de me deixar caída, decido levantar-me. Não veio ninguém dar-me a mão. Levanto-me sozinha e prossigo. Dói levantar. Dói continuar. Só a satisfação de estar a avançar me faz esquecer a dor que sinto. E quando decido parar, vejo que avancei mais um pouco desta vez. Afinal já consegui avançar mais um pouco e desta vez não caí.
Resolvo continuar. Desta vez não foi preciso levantar-me. Já estava em pé. Arrisco um pouco mais, ganho um pouco mais. Caio. Levanto-me sem hesitar. Continuo mais e mais e mais.
Caio de novo, mas agora rio. Rio de mim, por ter caído. Mas já não dói. Caí porque estava decidida a arriscar. Já não tenho medo de cair. Consigo ir longe e muito mais além porque perdi o medo. Sozinha. Porque agora sou só eu. E eu consigo. E já não não tenho medo. E já não dói.



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