Sempre tive medo de arriscar, e de me atirar. Não tenho nunca coragem para me ultrapassar. Tudo isso no que toca a cenas físicas, como desporto, e actividades radicais. Mas nunca deixei de fazer quase nada. O que acontece é que experimento num impulso, mas depois não evoluo, porque tenho medo de cair e de me magoar.
Estranhamente, nas minhas relações pessoais, nunca fui assim. Não tenho medo de me magoar, e de me desiludir. Mesmo agora que estou triste por me ter separado de quem amo, não tenho o coração fechado. Porque acho que não há ninguém neste mundo que me possa quebrar o coração, que acho que é a única coisa em mim que é indestrutível. E que não tenho medo de perder.
Por isso estou disposta a experimentar e arriscar e ir um pouco mais longe. Dar mais um passo, fazer mais uma acrobacia e até saltar do cimo de uma ponte! E se me estatelar, lambo as minhas feridas, e volto a pôr-me de pé. Porque o meu coração, esse, não parou de bater. Só assim consigo viver a vida em pleno, evoluir para algo melhor. E mesmo quando algo triste acontece, sei que algo bom virá um dia. Pode é não ser amanhã.


3 comentários:
Boa postura de vida. Fiquei admirador.
Mister Peter, obrigada :)
De nada. :-)
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