sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Para sempre. Para nunca mais.

Bebo sofregamente cada gota do teu ser. Desfazes-te para mim em lágrimas, suor e sangue. Desfazes-te para mim. Para sempre. Sabes a um doce tão amargo que me dissolves a alma de prazer. Para sempre. Para nunca mais te provar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

mas não tivesse amor, eu nada seria

HINO

Se eu falasse as línguas dos homens e até as dos anjos, mas não tivesse amor
seria bronze que soa ou címbalo que tine.

Se tivesse o dom da profecia e conhecesse todos os mistérios e todos os saberes,
se a minha fé fosse a ponto de mover montanhas,
mas não tivesse amor, eu nada seria.

Se repartisse pelos pobres tudo quanto tenho e meu corpo entregasse às labaredas
mas não tivesse amor, nada ganharia.

O amor paciente, repleto de bondade,
o amor que desconhece inveja e não ostenta orgulho,
o amor sem vaidade, que descura o próprio interesse,
e não se irrita e não suspeita mal,
o amor que não colhe alegria da injustiça, mas se alegra com a verdade,
tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais acabará:
há um tempo em que vacilam as profecias, as línguas emudecem e o saber desaparece
porque só em parte conhecemos e só em parte profetizamos,
mas quando chega a perfeição os limites apagam-se.

Quando eu era criança, falava como criança, sentia como criança,
pensava como criança:
quando me tornei homem abandonei as coisas de criança.

Agora vemos por um espelho, e de maneira obscura,
o que depois veremos face a face.

Agora conheço apenas uma parte,
mas então conhecerei conforme também sou conhecido.

Agora permanecem fé, esperança, amor, todos juntos.
Mas o maior de todos é o amor.

in S. Paulo, 1ª Carta ao Coríntios
(Tradução de José Tolentino Mendonça)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

como um vício




Deixei de fumar há alguns anos. Fumei 1 maço por dia (às vezes mais) durante muitos anos e deixei de um dia para o outro. Porque quis. Mas também porque que lhe quis dar esse prazer. Foi um presente que nos ofereci aos dois. Não voltei a tocar num cigarro, apesar de conviver de perto com fumadores, de frequentar locais com muito fumo, de me oferecerem um cigarrito frequentemente. Sei que se voltar a dar uma passinha que seja, volto a esse vício. Não toco mais, mesmo quando me dá muita vontade (ainda acontece, de vez em quando).

É assim que lido com os meus vícios.

E é assim que estou a lidar com o meu amor por ele... Realmente, cortei de um dia para o outro (na nossa despedida). E uma vez mais porque eu quis. Mas também porque lhe quis dar essa liberdade. E apesar da vontade, não toco. Não me permito mais do que olhar e respirar aquele ar, mas não vou voltar a cair. Um beijo seria o suficiente para não querer parar. E como o vício do tabaco, seria só para me prejudicar, apesar do bem que sei que sabe (e que acho que não vou esquecer nunca, o bem que sabe).

Ainda olho para o fumo azul que se desprende de um cigarro com alguma nostalgia. Ainda cheiro um bom charuto com gulodice. Ainda ando com um isqueiro na mala (adoro oferecer lume a desconhecido(a)s). Exponho-me à tentação e nunca dela fugi, desde o momento em que resolvi deixar apagar esta vontade dentro de mim.

Ainda olho para as muitas fotografias com alguma nostalgia. Ainda sinto lágrimas nos olhos quando ele me diz que tem saudades. Ainda falo com ele quase todos os dias. Exponho-me à tentação e nunca dela fugi, desde o momento em que resolvi deixar adormecer este amor dentro de mim.

Mas não toco. Não caio. Não cedo ao vício que ainda cá está.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sigur rós - The nothing song

Estou vazia. Não tenho palavras dentro de mim. Torna-se difícil conseguir sentir alguma coisa quando não tenho palavras dentro de mim.

Ou será ao contrário?






segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

vazio

Desinteresse. Pelo dia-a-dia, que passa sem nada de novo. Sem paixão. Faz-me falta viver mais. Quero viver mais. Interesso-me para logo esquecer. Entrego-me para logo me recolher. E sinto um vazio dentro de mim. Esta serenidade que me invade nos últimos tempos não me faz bem. Apenas me adormece para o que me rodeia. Apenas me impede de sofrer. Mas não sinto nada. E não sentir é não viver...

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

sono lento

Pálpebras pesadas, caem em ritmo lento. Imagens desfocadas apagam-se e abrem janelas para os sonhos. Há um estremecimento e de novo a luz entra nas pupilas que se tornam em dois pontos, deixando à mostra íris da cor do mel. O coração bate descompassado. A respiração contém-se. Rubor. Cor nas faces, calor nas faces. Arrepio de frio no corpo. Agitação. Imagem focada de novo. Respiração ritmada, pesada. Sobrancelhas franzidas. Rugas. Na testa. Pensamentos soltos. Palavras juntas. Palavras juntas outra vez. Pálpebras pesadas, caem em ritmo lento. Imagens desfocadas. Estremecimento. Rubor.

Levantei-me. Fui tomar um café.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

The Temptations - My Girl

Well, I guess you'll say
What can make me feel this way?
My girl. (My girl, my girl)
Talkin' 'bout my girl. (My girl)





10 coisas que não me saem da cabeça

Resolvi responder ao desafio do Nevoeiro de Verão, que dá direito a este selinho que vou publicar aqui ao lado:


E as regras deste desafio são:

* Escrever 10 coisas que não nos saiam da cabeça

1- És tão lindo!
2- O que é que ele anda a fazer agora?
3- Eh, pá, esqueci-me de lhe responder. Amanhã respondo. amanhã sem falta.
4- Amanhã vou estar com ela...
5- Estes gajos não se calam?
6- Ahahahahah! É tão engraçado o meu bichinho!
7- Adoro-te. Mais que tudo.
8- Neve. Neve. Neve.
9- Bebia uma mini!
10- Ronronronronronronron

* Passar a 10 blogues
Já está!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

5 minutos de felicidade (7)

Tenho um gato.
Somos iguaizinhos. Perdidos ainda, mas a adaptarmo-nos a esta nova realidade. A agarrarmo-nos um ao outro a pedir carinho e calor. Ronrono tanto como ele.

Afinal há sonhos que se realizam. Não que eu duvidasse disso. 

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

sonhos

Vivo um dia de cada vez, e sem grandes expectativas. Não penso no futuro (não mais que o necessário) e olho para o passado sem arrependimentos. Sempre orgulhosa de ter vivido a minha vida da maneira que a vivi. Cheia de vontade de tirar tudo de bom que ela me proporciona. Mas como qualquer pessoa sempre tive os meus sonhos. Não expectativas, nem sequer um plano de vida, mas sonhos. Sempre sonhei ir a determinados sítios especiais para mim. Sempre sonhei ter filhos. Sonhei viver uma vida a dois, ao lado do grande amor da minha vida. No dia em que percebi que este último se tinha desfeito, tive consciência que todos os outros se desfizeram também. Tenho novos sonhos agora. Porque passei a sonhar da mesma maneira que amo. Amo da mesma maneira que vivo. Sem expectativas, um dia de cada vez. E tudo pode ser diferente amanhã. Ou não.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

5 minutos de felicidade (6)

Depois de um dia que se afigurava vazio, como me estava a sentir por dentro, eis que sou preenchida por uma sensação de conforto, como se estivesse a ser abraçada com todo o calor que preciso e tanto gosto.

A noite deixou de ser escura. Tenho alguém mesmo aqui ao lado.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Nouvelle Vague vs. Billy Idol - Dancing with myself

Hoje andei meia adormecida. Só me apetecia...



assim como nesta versão dos Nouvelle Vague, suave e docemente.

Entretanto passei no blogue do Nevoeiro de Verão e agora apetece-me mais assim:



Estou definitivamente acordada!



sábado, 9 de janeiro de 2010

sad and blue



 Vejo-te e sinto-te assim. Como num espelho que me reflecte azul. Gosto de nós. Somos sad and blue.





quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

calor

Recordei o teu calor. Como me davas o teu calor quando me sentias com frio. Concentravas-te e eu conseguia sentir-te a irradiá-lo para mim. E as tuas ondas de calor invadiam-me e era tão bom. Tenho frio todos os dias, agora. E eu sou como um gato. Quanto mais quente melhor.

Resta-me esperar por dias quentes de Verão...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

? <-- perdida --> ?

Hoje é um daqueles dias em que não sei se hei-de estar feliz ou triste. Feliz porque continuo a amar muito, triste porque continuo a amar muito. Feliz porque sou amada, triste porque ainda sou amada. E além disto, ainda me sinto insatisfeita, porque volto a sentir a falta do calor de um outro corpo ao meu lado, mas ao mesmo tempo não quero partilhar-me com alguém que não amo. Não hoje...

Sinto-me perdida nos meus sentimentos. E eu que sempre sei onde está o Norte... Hoje não o encontro. Hoje não me encontro.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

LHASA...

Tive a oportunidade de a ver e ouvir ao vivo, e apaixonei-me pela voz, pela sua vida (que contava em pequenas histórias antes de cada música) e pela mulher linda que era.
E foi o cancro da mama que a levou e calou para sempre essa voz maravilhosa.
É um começo de ano triste. 



domingo, 3 de janeiro de 2010

Kaiser Chiefs - Everyday I love you less and less

Resolução de Ano Novo...

Everyday I love you less and less
I've got to get this feeling off my chest

Unless, unless
I know, I feel it in my bones
I'm sick, I'm tired of staying in control